Neste dia 12 de outubro, data em que são celebrados 301 anos do encontro da imagem no Rio Paraíba do Sul

O Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, foi construído com elementos arquitetônicos e artísticos que remetem à história de Nossa Senhora Aparecida.

Neste 12 de outubro, depois de 301 anos do encontro da imagem no Rio Paraíba do Sul, o listou seis pontos com significados nem sempre são notados por fiéis que visitam o templo – que é o maior do mundo dedicado à Maria.

Confira a lista abaixo:

Nicho onde fica a imagem de Nossa Senhora Aparecida tem peixes no entorno — Foto: Fábio França/ G1Nicho onde fica a imagem de Nossa Senhora Aparecida tem peixes no entorno — Foto: Fábio França/ G1

1 – Nicho e o milagre da pesca

O nicho abriga a imagem original de Nossa Senhora Aparecida, feita de barro cozido, com o manto e a coroa real, que a Santa recebeu no final do século XIX da Princesa Isabel.

O espaço é feito com ouro e mede dois metros – na horizontal e na vertical. No ouro há imagens que remetem a peixes, que representam o milagre da pesca. A história do encontro da imagem da santa, em 19717, diz que a época era de escassez de peixes no Paraíba. Após o encontro por pescadores, primeiro da cabeça e, depois do corpo da santa, o rio passou a ter fartura de peixes.

O nicho tem ainda a inscrição “O espírito e a esposa dizem: Amém, vem, Senhor Jesus”, extraída do livro bíblico Apocalipse.

Basílica de Aparecida é formada por mais de 25 milhões de tijolos — Foto: Filipe Rodrigues / G1Basílica de Aparecida é formada por mais de 25 milhões de tijolos — Foto: Filipe Rodrigues / G1

2 – Tijolos e a imagem de barro

O Santuário Nacional é feito com tijolos de barro que fazem referência ao trecho bíblico, no livro de Gênesis, em que há a afirmação queDeus formou o homem do pó da terra, associando a origem da vida ao barro.

Além disso, é também uma homenagem à Aparecida, santa feita de barro. O barro também significa renovação, busca pela fé e volta ao singelo. Foram usados mais de 25 milhões de tijolos na estrutura do templo.

Os pássaros brasileiros são imagens que representam os peregrinos que vão se 'aninhar' e repousar no Santuário — Foto: Santuário Nacional de Aparecida/DivulgaçãoOs pássaros brasileiros são imagens que representam os peregrinos que vão se ‘aninhar’ e repousar no Santuário — Foto: Santuário Nacional de Aparecida/Divulgação

3 – Cúpula central

A arte da cúpula refere-se à ‘Árvore da Vida’ no Centro do Paraíso (Éden), em que as figuras dos pássaros brasileiros, no topo, representam peregrinos que vão se ‘aninhar’ e repousar no Santuário. A árvore da vida simboliza o reino de Deus.

No Centro, a pomba representa a imagem do Espirito de Deus que anima a criação, a vida do universo. As aves são representativas da fauna brasileira, como arara, tucano e o papagaio, entre outras espécies.

Piso do Santuário de Aparecida tem linhas que remetem ao rio Paraíba — Foto: Fábio França/ G1Piso do Santuário de Aparecida tem linhas que remetem ao rio Paraíba — Foto: Fábio França/ G1

4 – Piso e o rio Paraíba

Os pisos externos do Santuário são todos em granito brasileiro e têm ondulações que representam a forma de ‘água em movimento’.

A água também remete ao sacramento do batismo: o cristão está mergulhado em Cristo.

Porta impressiona por detalhes artísticos — Foto: Fábio França/ G1Porta impressiona por detalhes artísticos — Foto: Fábio França/ G1

5 – Porta Santa

Em bronze com detalhes em ouro, doados pelos devotos, a Porta Santa foi aberta pela última vez em dezembro de 2015. No lado externo, uma gravura mostra a anunciação do anjo Gabriel à virgem Maria.

Os traços dourados correspondem às asas do Anjo, ou seja, à proteção do Senhor sobre seu povo.

Colunas do baldaquino representam diversidade do Brasil — Foto: Santuário Nacional de Aparecida/DivulgaçãoColunas do baldaquino representam diversidade do Brasil — Foto: Santuário Nacional de Aparecida/Divulgação

6 – Colunas do baldaquino e o Brasil

Nas quatro colunas do baldaquino está representada a diversidade da fauna e flora brasileira. Entre os locais retratados estão a Mata Atlântica, a caatinga, o cerrado e a Floresta Amazônica. Cada coluna representa uma estação do ano.

A presença dos quatro anjos indica que o altar é o centro dos quatro cantos da terra. Os anjos representam a diversidade do Brasill, com um negro, um branco, um caboclo e um indígena.

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